Comando de Policiamento Especializado
Esquadrão de Polícia Montada
Serviço de Equoterapia
Equoterapia na PMBA
O marco da Equoterapia se dá em abril de 1993, ocasião em que houve uma audiência com o Comandante Geral da PMBA, o qual apoiou a implantação da Equoterapia no Estado, cumprindo, assim, a sua função de prestadora de serviço à comunidade.
Inicialmente, através do Grêmio de Integração de Deficientes (GRID), entidade da qual fazia parte como Diretora Social a Srª Maria Cristina Anjos Guimarães Brito que solicitou o concurso da Corporação para a prática da Equoterapia a pacientes ligados àquela entidade filantrópica, surgindo daí o Centro Baiano de Equoterapia, em 13 de junho de 1993, passando a funcionar nas dependências do Esquadrão de Polícia Montada.
A Asssociação Baiana de Equoterapia (ABAE)
Somente em 16 de dezembro de 1997, com o surgimento de outros centros e núcleos de Equoterapia na Bahia, é que o Centro Baiano adquire caráter de sociedade civil de caráter filantrópico, sem fins lucrativos, passando a se chamar Associação Baiana de Equoterapia (ABAE-BA), com sua sede à Avenida Dorival Caymi, s/n, na cidade de Salvador/BA, junto ao Esquadrão de Polícia Montada.
Trabalhando em conjunto com a Polícia Militar da Bahia, a Associação Baiana de Equoterapia dirige prioritariamente seu atendimento a pacientes sem recursos financeiros de forma gratuita, no entanto, também tem servido de patrocínios para ampliar o número de praticantes e beneficiários da equoterapia.
A Equipe Interdisciplinar
Conforme já verificamos, o paciente, para iniciar o tratamento terá que ser anteriormente, examinado pela equipe especializada pela ABAE, a qual irá recomendar a prática, em caso de indicação, ou orientará para outras terapias, nos casos de contra-indicação.
Atualmente, a equipe é constituída por: 01 médica (supervisora); 03 fisioterapeutas, 01 psicóloga, 03 técnicos de apoio, 02 auxiliares guias (soldados PM), 01 veterinário (1º Tenente QOSPM) e um instrutor de equitação (CAP PM).
É importante ressaltar que as sessões de Equoterapia não se resumem na prática da equitação em si com o paciente, mas em uma série de exercício de estímulo a outras percepções que vão sendo ministrados pela equipe mesmo com o paciente ainda a pé.
A seleção dos animais
É importante salientar que não existe uma raça própria para este trabalho e, muito menos, o cavalo ideal. O binômio cavalo/cavaleiro é uma entidade dinâmica, de maneira que nenhum princípio pode ser definido com precisão, pois obedece a um número incalculável de forças, efeitos de gestos e reações.
Escolhidos pelos instrutores de equitação, os cavalos determinados a serem utilizados são selecionados entre os de índole mais dóceis. Resultados significativos são alcançados no tratamento com pacientes ainda crianças com a utilização do cavalo tipo pônei que, devido à sua docilidade e ao seu pequeno porte.
Nesse aspecto, faz-se necessário um comentário com relação ao porte do animal no tratamento paciente. Ao contrário do que se imagina, não é apenas o fator psicológico que atua no paciente: o animal maior tem menos vibrações no andar e estimula o paciente de comportamento mais apático.
As sessões
As sessões ministradas aos pacientes têm sido realizadas de segunda a quinta-feira pela manhã, das 07:30 às 11:30 horas. È programado um tempo de 30 minutos por sessão a cada praticante, sendo que, em razão da preparação respeitando-se o grau de deficiência em cada um, esse tempo normalmente é extrapolado.
De acordo com informações da Srª Maria Cristina, Presidente da ABAE, com a equipe atual,dependendo do número de cavalos disponíveis, equipamento necessário e os respectivos profissionais de equitação para conduzí-los, o Centro tem condições de atender de 15 a 17 pacientes por dia.
Atualmente existem cadastrados 93 praticantes, com idade entre 04 a 23 anos. Ocorre que, frequentando as sessões, tem cerca de 30, distribuídos nos dois dias de atendimento na semana (de segunda a quinta -feira).
Isso de dá principalmente em razão de fatores que impossibilitaram a presença efetiva de todos os praticantes, principalmente por serem pessoas carentes com dificuldades de locomoção.
Nas sessões, procura-se oferecer ao paciente o máximo de exercícios, dando noções de lateralização, de limitação espacial e até estímulo à expressão verbal em pacientes com problema de fala. Tudo isso, além dos princípios básicos do tratamento que é exercitar o equilíbrio do paciente, aprimorar-lhe a postura e prepará-lo para a marcha natural.
A andadura utilizada, na maioria dos casos, é o passo, uma vez que estimula a musculatura do praticante através das vibrações transmitidas pelo cavalo.
Recomenda-se realizar exercícios de aproximação com o animal antes das sessões, nos escopo de oferecer-lhe confiança, habituando-o ao cavalo, além de exercitar o lado afetivo.
Equipamentos
Para a prática da Equoterapia ultiliza-se o material normal de montaria (conjunto de cabeçada, freio e rédeas normais), sendo recomendado o uso de estribo ortopédico ou estribo fechado. O capacete também deve fazer parte como equipamento de segurança, sendo importante fazer com que o praticante se habitue com seu uso.
Em algumas situações, a sela é descartada, utilizando-se apenas mantas com espuma sobre um baixeiro (forro que se coloca sobre a sela) no dorso, preso por uma única cilha que envolve o animal.
A PMBA, através do Esqd P Mont, passa a então fornecer parte do equipamento essencial para o desenvolvimento da atividade, ou seja, o local adequado, o cavalo e o pessoal com conhecimento de equitação para o acompanhamento das sessões.
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