Registro de Documentos perdidos/extraviados

 

Corpo de Bombeiros da PMBA
(Coordenadoria de Operações de Bombeiro Militar)

"Vidas alheias e riquezas salvar.”

Missão Legal

Constituição Federal
Art. 144, § 5º. - “...aos Corpos de Bombeiros Militares, além das atribuições definidas em lei, incube a execução de atividades de Defesa Civil.”

Constituição Estadual
Art. 148 “ À Polícia Militar...compete:
inciso II - a prevenção e combate à incêndio, busca e salvamento, a cargo do Corpo de Bombeiro Militar;”

Histórico

O Corpo de Bombeiros da Cidade de Salvador foi criado através da Lei Municipal nº 124, de 26 de Dezembro de 1894, sendo o prefeito da cidade na época o Conselheiro José Luiz de Almeida Couto, político de grande experiência administrativa.
Quando foi criado, o Corpo de Bombeiros de Salvador, tinha um efetivo de 6 oficiais e 23 praças, sob o comando do Capitão Leovigildo Cavalcante de Melo.
Em 1912, a prefeitura importou da Inglaterra 02 auto-bombas, 02 auto-escadas, 01 ambulância e 01 Auto Transporte de Tropa.

Em maio de 1917, foi inaugurado o Quartel da Praça dos Veteranos, sendo o então comandante dos bombeiros o experiente Major da Polícia Militar, engenheiro Alcebíades Calmon de Passos.
Em 1926, O Corpo de Bombeiros de Salvador foi transferido para o Estado e incorporado à Força Pública.
De 1932 à 1938, o Corpo de Bombeiros de Salvador foi comandado por oficiais do Exército Brasileiro, os quais introduziram diversas práticas esportivas na corporação, visando o aprimoramento físico.
Em 1935, aconteceu a tragédia do Beco do Frazão, na qual um oficial e sete praças foram soterrados quando trabalhavam num resgate à vítimas. O Beco do Frazão está localizado no bairro do Taboão, em Salvador. Este sinistro continua vivo até hoje na memória dos baianos.
Em 1938, o CBS retornou à Prefeitura Municipal de Salvador.
Em 1946, foi inaugurado, na Calçada, o Posto Almeida Couto, em homenagem ao Patrono do Corpo de Bombeiros de Salvador.
Durante nossa história, o controle do Corpo de Bombeiros passou algumas vezes da Prefeitura Municipal para o Estado, até que no dia 07 de novembro de 1982, o Exmo Sr Dr Antônio Carlos Magalhães, Governador do Estado da Bahia, sancionou a Lei Estadual nº 4.075, criando na Polícia Militar o Comando do Corpo de Bombeiros.
No dia 01 de janeiro de 1984, o Comando do Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia iniciou suas atividades. Sob o comando do Cel PM Flodoardo Caldas Medeiros de Azevedo a sede do Comando foi instalado na Av. ACM.
Sob o comando do Cel PM Delker Rodrigues de Melo, em 1990, foram criados os postos de “Guarda-Vidas” para salvaguardar as praias da cidade.
No comando do Cel PM Raimundo Ramos de Souza, o Corpo de Bombeiros da PMBA foi interiorizado, criando Unidades em várias regiões do Estado, sendo também criado: o Projeto SALVAR, para atendimento pré-hospitalar de ocorrências. O Corpo de Bombeiros passou a atuar em festas populares através das patrulhas de atendimento pré-hospitalar.

Através da Lei 8.347 de 27 de agosto de 2002, o Comando do Corpo de Bombeiros da Bahia foi extinto, sendo instituída na Polícia Militar da Bahia a Coordenadoria de Operações de Bombeiros Militares.
O atual coordenador do Corpo de Bombeiros da PMBA é o Cel PM Sérgio Alberto da Silva Barbosa.

Unidades Operacionais
(Clique nas siglas abaixo e conheça as Unidades do Corpo de Bombeiros da PMBA)

Praça dos Veteranos, Salvador
Feira de Santana
Av. ACM, Salvador
Itabuna
Ilhéus
Porto Seguro
Vitória da Conquista
Jequié
Juazeiro
Simões Filho
Lençóis
Grupamento SALVAR
Núcleo de Mergulho

A Trajédia do Beco do Frazão

Dois de maio. Que data é esta que se segue ao 1º de maio, dia do trabalhador? Que data é esta sempre lembrada pela comunidade do Corpo de Bombeiros?
Os bombeiros militares do Estado da Bahia sempre lembram do dia dois de maio, pois esta data se transformou num símbolo de coragem e abnegação para a classe miliciana; impossível, portanto, de ser por nós esquecida.Mas o que realmente aconteceu neste dia?
Era noite do dia 02 de maio de 1935... no meio da ladeira do Taboão, encontrava-se o Beco do Frazão cheio de casinhas habitadas por pessoas humildes.
Fortes chuvas atingiam a Cidade de Salvador. De repente, por volta das 20:00h, uma quantidade de terra desmorona e atinge as casinhas, soterrando várias pessoas. Os bombeiros foram comunicados do ocorrido e logo estavam no local, destemerosos, trabalhando na remoção dos escombros, tentando salvar as vítimas de soterramento.
Ouve-se um barulho estrondoso, a terra a correr, os bombeiros procuram se proteger e salvar os que haviam sido atingidos pela avalanche. Alguns eram conduzidos à assistência, sendo medicados. Porém, vários bombeiros foram soterrados.
Os destemidos soldados do fogo aguardam ordens para reiniciar os trabalhos quando surgem, em meio aos escombros, os bombeiros Agnaldo cerqueira Freitas e Octacílio Alves Campos, que já eram tidos como mortos. Estavam com as fardas enlameadas e disseram que, embora se achassem soterrados, conseguiram afastar a terra com as mãos, saindo dali.
Porém, infelizmente, oito bombeiros soterrados, pereceram de forma digna e honrosa. Foram eles:

Ten Claudionor Jerônimo Wanderley
Sgt Antônio José dos Santos
Sgt Cícero José da Costa
Sd Eudes Fernandes de Santana
Sd Fernando José Cardoso
Sd José de Brito Barbosa
Sd Jair de Barros Farias
Sd Odilon Farias de Almeida

A comunidade baiana acostumada a ver os bombeiros enfrentar os perigos e deles saírem incólumes, choca-se com a inusitada tragédia. Também como fator preponderante da comoção, há o fato de estar entre os infortunados, o carismático Tenente Maestro Wanderley, regente da Banda de Música do Corpo de Bombeiros, filho do Cap João Antônio Wanderley, patrono da Banda de Música da PMBA.
O Ten Wanderley havia chegado recentemente de uma turnê pelo sul do país, onde as tocatas da Banda de Música do Corpo de Bombeiros foram ovacionadas. Não foram poupados pela imprensa, notadamente à atuação e desempenho do seu regente.
O povo baiano, em grande número se fez presente às cerimônias fúnebres. Os heróis foram promovidos “post mortem” por ato de bravura.
Foi desta forma e diante destas circunstâncias que a Catástrofe do Beco do Frazão marcou em definitivo a história do Corpo de Bombeiros.
A Coordenadoria de Operações de Bombeiros Militares da Polícia Militar da Bahia rende homenagens a estes companheiros, rogando que o exemplo de honradez e abnegação demonstradas por esses destemidos homens nos guie sempre, servindo de fonte eterna de energia e motivação, para que, assim, possamos bem proteger a nossa sociedade.

VIDAS ALHEIAS, RIQUEZAS SALVAR! (Esse é o nosso lema)

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Por: Antônio José dos Santos Filho – CAP QOAPM

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